A saúde do coração é um tema de extrema importância, e para o cuidado adequado, a abordagem médica exige um olhar abrangente. No entanto, para além do acompanhamento médico e da prática de exercícios físicos, a alimentação também tem papel importante na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares.
Mas qual a relevância da alimentação equilibrada na manutenção da saúde geral e do coração? No texto a seguir vamos explorar o papel da nutrologia em uma abordagem multidisciplinar e como ela contribui para um coração mais forte e saudável. Confira!
A conexão entre nutrição e doenças cardiovasculares
Em linhas gerais, a nutrição trata da nossa alimentação e de quais efeitos isso tem para o corpo e saúde. Diversos estudos e diretrizes, como as publicadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, demonstram que hábitos alimentares inadequados são um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de condições como hipertensão arterial, dislipidemia (colesterol alto) e aterosclerose.
Ainda nesse sentido, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a alimentação inadequada é um fator de risco modificável, o que significa que podemos, com as escolhas certas, reduzir drasticamente as proeminência de doenças crônicas, entre elas as chances de problemas cardíacos.
Um nutrólogo, como é o caso do Dr. Marcelo Pi, é o profissional capacitado para guiar essas escolhas alimentares. O tratamento com um nutrólogo também parte de uma abordagem multidisciplinar, em muitos momentos agindo em conjunto com outros especialistas/especialidades.
O nutrólogo numa abordagem multidisciplinar

A abordagem multidisciplinar é importante em todos os tratamentos de saúde. No contexto cardiovascular, o médico cardiologista atua no diagnóstico e na prescrição de medicamentos. O nutrólogo, por sua vez, complementa essa equipe, desenvolvendo planos alimentares individualizados, apontando possível necessidade de suplementação e a prática de atividade física mais adequada para cada caso.
Saúde nutricional e cardiovascular: os benefícios de uma dieta
Uma alimentação adequada para a saúde do coração é rica em frutas, vegetais, grãos integrais, leguminosas e gorduras saudáveis, como as encontradas no azeite de oliva e em peixes. Este tipo de dieta é naturalmente pobre em sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados, elementos que, em excesso, são prejudiciais.
A literatura científica, corroborada por instituições como o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), destaca que o consumo regular de alimentos ricos em fibras e antioxidantes contribui para a redução do colesterol “ruim” e a diminuição da inflamação, dois fatores cruciais para a saúde vascular.
Estratégias nutricionais para fatores de risco
Para pacientes com hipertensão, o nutricionista foca na redução do consumo de sódio, substituindo-o por ervas e temperos naturais. Já para aqueles com colesterol alto, o foco é o aumento de fibras solúveis e a redução de gorduras saturadas e trans.
A mudança de hábitos alimentares e a escolha por alimentos in natura ou minimamente processados são as estratégias mais eficazes para uma mudança. O nutrólogo parte de informações como essas para personalizar as recomendações, garantindo que o paciente receba uma orientação que se adapte à sua rotina e preferências, o que aumenta a adesão ao plano alimentar.
A educação alimentar como ferramenta de prevenção
Além de elaborar o plano alimentar, o nutrólogo desempenha um papel fundamental na educação alimentar. Ele ensina o paciente a ler rótulos, a fazer escolhas conscientes no supermercado e a preparar refeições saudáveis em casa.
Essa reeducação é um investimento a longo prazo na saúde, empoderando o indivíduo a tomar as rédeas de sua própria alimentação. O Sistema Único de Saúde (SUS), em suas campanhas de saúde, enfatiza a importância da educação como ferramenta de prevenção, e a nutrição é um dos pilares dessa estratégia.