Os supercentenários são pessoas que atingem 110 anos ou mais de idade. Embora raros, eles despertam grande interesse científico, pois ajudam a entender os fatores que influenciam a longevidade humana. De acordo com o Gerontology Research Group (GRG), atualmente pouco mais de 50 supercentenários estão devidamente documentados e acompanhados no mundo. Em comum, muitos vivem em países com boa qualidade de vida, mas a ciência mostra que não há um único “segredo” para chegar a essa idade.
Genética x estilo de vida
Estudos apontam que apenas 25% da longevidade está relacionada à genética, enquanto cerca de 75% dependem de fatores ambientais e escolhas de vida. Isso significa que, embora o DNA exerça influência, hábitos diários desempenham papel muito mais decisivo para viver bem e por mais tempo. Nesse ponto, a pesquisa sobre supercentenários reforça a importância da prevenção, dos cuidados médicos regulares e do estilo de vida saudável.
1. Controle do estresse
Um dos hábitos mais valorizados pelos especialistas é o gerenciamento do estresse. A chamada “carga alostática” (o desgaste causado pelo estresse crônico) está ligada a doenças cardiovasculares, metabólicas e até ao envelhecimento precoce. Estratégias como atividade física, hobbies, técnicas de relaxamento (yoga, meditação, respiração) e apoio psicológico reduzem significativamente os efeitos negativos do estresse.
2. Atividades de lazer e conexões sociais
Supercentenários também compartilham um ponto em comum: manter-se ativos mental e socialmente. O lazer, o convívio em grupo e o cultivo de vínculos reduzem riscos de depressão e demência. Segundo estudos, mulheres tendem a ter redes de apoio mais sólidas, o que pode explicar em parte por que elas são maioria entre os supercentenários.
3. Cuidado com medicamentos e prevenção médica
O uso consciente de medicamentos também aparece entre os hábitos que contribuem para a longevidade. A chamada polifarmácia (uso excessivo de remédios) aumenta o risco de efeitos colaterais e complicações em idosos. Médicos especialistas em geriatria e nutrologia ressaltam a importância de acompanhamento contínuo para avaliar a necessidade de cada medicação, além de revisar periodicamente a prescrição.
4. Alimentação equilibrada e nutrição adequada
A nutrição tem papel central na saúde e na prevenção de doenças. Supercentenários costumam manter dietas variadas, ricas em frutas, verduras, legumes e fibras, além de evitar excessos de açúcar, álcool e alimentos ultraprocessados. Pesquisas apontam que uma alimentação equilibrada fornece antioxidantes, compostos bioativos e nutrientes que protegem as células do envelhecimento precoce.
5. Movimento constante e vida ativa
Por fim, evitar o sedentarismo é outro ponto fundamental. A prática regular de atividade física está associada à maior qualidade de vida, manutenção da autonomia e prevenção de doenças crônicas. Caminhadas, exercícios de força e atividades adaptadas à idade ajudam não apenas na saúde do corpo, mas também no bem-estar mental.